NOTÍCIAS MONFORTINAS

BRASIL

Abril/Junho de 2008.

 

 

Querido (a) Leitor (a),
PAZ E ALEGRIA COM JESUS E MARIA!

Encerrando o mês de Maio, mês de Maria, mês das Mães, queremos trazer até você um pouco de nossa vivência enquanto FAMILIA MONFORTINA aqui no Brasil, pois estes últimos meses foram marcados por grandes acontecimentos.
Chegaram aqui em Contagem novas Filhas da Sabedoria para somar com o nosso grupo. Tivemos: Missão de Semana Santa em diversos lugares aqui de Minas Gerais; a Grande Festa de nosso FUNDADOR que coincidiu com a festa dos 15 anos da Paróquia de João Monlevade; encontro de aprofundamento do GAMO e a festa da Beata Maria Luisa de Jesus.
Nesta edição queremos ainda HOMENAGEAR de modo especial o SÍTIO AGAR pelo seu 15º aniversário de fundação e ao mesmo tempo divulgar essa Obra que merece nossa ajuda e carinho. Você a conhece?
Que os Nossos Fundadores, S. Luís de Montfort e a Beata Maria Luisa de Jesus, intercedam por nós e que possamos abrir as portas de nossa vida para acolher o Senhor: “ABRAM A JESUS CRISTO!”

 

Ir. Cláudio, SMM

PALAVRAS DO PADRE DELEGADO


Acredito que o mês de maio foi um mês bem rico em santidade para todos nós (mês de Maria, Pentecostes, SSma Trindade, Corpus Christi...) e também rico em "humanidade" (dia das Mães e, cada dia, uma bênção de Deus). Aqui no Peru também vivemos vários momentos significativos em nossa Delegação Monfortina. No domingo 27 de abril, véspera da festa de S.Luis de Montfort, os Monfortinos voltaram outra vez a assumir a paróquia da Visitação de Nossa Senhora, a primeira casa  e a primeira missão dos Missionários italianos quando tocaram terras latino americanas. Nos dias seguintes foi a vez da região missionária de Castillo Grande-Cachicoto-Monzón na Amazônia Peruana. É de verdade uma terra de vida missionária porque a região foi abandonada por muito tempo por causa da violência do narcotráfico e das "guerrilhas" do Sendero Luminoso e do MRTA (Movimento Revolucionário Tupac Amaru). Hoje as famílias estão voltando para reocupar as suas terras e casinhas

 

deixadas faz anos, apesar de que a violência não acabou na sua totalidade porque a região é uma das mais ricas para o cultivo da "coca" e daí podemos imaginar as conseqüências. Mas os Padres são bem recebidos e bem acolhidos pelo povo faminto de Pão da Palavra e Pão Eucarístico.
No Domingo, 11 de maio, dia das mães e festa de Pentecostes, na igreja da Visitação de Nossa Senhora em Lima, nossos juniores "latino americanos" receberam o ministério de Leitorado, uma primeira etapa rumo ao sacerdócio, com a graça de Deus. São eles: Pierre Richard, Milo, Emile de Haiti; Yasser de Nicarágua; Roberto do Peru; Anézio e Mauri (já bem conhecidos) do Brasil. Foi uma celebração muito simples mas muito bonita que fez vibrar os corações.
Neste período tive a oportunidade de visitar as nossas comunidades apostólicas no Peru, começando pela paróquia Nossa Senhora de Fátima em Paucarbamba-Huánuco. Naquela ocasião estava presente também o Pe. Luis Pereira, de Portugal...assim que a Virgem de Fátima teve dias de maior gloria. Em Tingo Maria, sempre na diocese de Huánuco, o Pe. Gianfranco fica bem comprometido com o Centro de Formação para catequistas rurais e diáconos permanentes. A casa, Centro Emaús, está sempre bem lotada. Desde Tingo Maria pude ir, acompanhado pelo Pe. Luis de Portugal, até Uchiza. São, normalmente, umas 4 horas de carro para fazer pouco mais de 100 km.por uma estrada que pouco tem de estrada. E foi assim que o pneu do carro furou e isto pode ser até normal. Menos normal é o fato que o estepe também estava furado...Consegui uma carona  para levar os pneus para o conserto: 15 km de ida e outros de volta por um total de 3 horas...com um sol tão quente mas tão

quente...Assim são as aventuras na
"Selva" peruana e imagino que deve ser a mesma coisa no Brasil. Chegando em Nuevo Progreso nos esperava o Pe. Luigi, italiano, e ele mesmo nos acompanhou até Uchiza. Já é noite. Mosquitos nem te falo: a minha pele branca ficou roxa...O P. Luigi já conhece os lugares e sabe onde e como pegar a balsa que nos leva do outro lado do rio. Ele entra numa velocidade um pouco exagerada assustando o Pe. Luis que deu um grito de medo quando viu o tremendo rio. Ainda bem que os freios funcionam. São 4 Padres monfortinos que trabalham aqui numa região que tem mais de 100 km de largura e outros de comprimento, mas com tantos rios para atravessar e...sem pontes...Quando o missionário está com o povo, este fica feliz. O povo é muito pobre, mas feliz de ver os Padres que ficam com ele. Não é fácil o trabalho, mas o amor do povo te enche de alegria.
Quero terminar este primeiro capítulo de um futuro livro (quando será?) com uma outra boa noticia: o Ir. Cláudio já foi aceito para os votos perpétuos e o diaconato que serão se Deus quiser, em setembro (fiquem atentos...). Mas  agora ele vai participar com outros dois companheiros, Roberto, da Itália e Harry, da Nicarágua de um mês monfortino na mesma terra de Montfort. Queremos acompanhá-lo com o nosso carinho e as nossas orações.

Abraços cheios de carinho
Pe. Luciano,
Superior da Delegação Peru-Brasil

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